Casos de dengue passam de 6,2 mil em Porto Alegre
No último domingo, Porto Alegre registrou 6.241 casos confirmados de dengue. A maior incidência de casos ocorre nos bairros Costa e Silva, Jardim Itu, Jardim Leopoldina, Parque Santa Fé, Passo das Pedras e Rubem Berta.
Médicos emergencistas que atuam em UPAs e emergências precisam estar preparados para reconhecer rapidamente, estratificar risco e conduzir de forma adequada os casos de dengue, especialmente quando há risco de complicações.
Diagnóstico rápido e clínico
Suspeitar de dengue em todo paciente com febre aguda (até 7 dias), sem outro foco aparente. Sintomas associados: cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração, náuseas, vômitos, exantema. Não esperar exames para iniciar o manejo inicial.
Sinais de gravidade do quadro
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Dor abdominal intensa e contínua
- Vômitos persistentes
- Sangramentos de mucosa
- Letargia ou irritabilidade
- Hipotensão postural
- Hepatomegalia > 2cm
Conduta
- Hidratação oral ou venosa, conforme classificação.
- Evitar AINEs (ibuprofeno, AAS), que aumentam risco de sangramentos.
- Classificar conforme os grupos da OMS (A, B ou C) para decidir conduta.
Exames
- Hemograma seriado para avaliar plaquetas e hematócrito.
- Testes rápidos (NS1, IgM/IgG) podem ser úteis, mas o quadro clínico é soberano.
- Avaliação de função hepática e renal nos casos graves.
A Secretaria da Saúde do estado criou um site para auxílio, em que você pode assinalar os sinais e sintomas para obter a classificação de risco do paciente e a sugestão de como hidratar: dengue.saude.rs.gov.br/manejoclinico
